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A possível desconstrução da beleza magra:

Como a mídia trata a obesidade?

Por: Thiago Barbosa

Fotos: Reprodução

Há ainda quem duvide da força da mídia sobre os hábitos e formas de encarar a vida. Durante muitos anos, a partir do século XX, com o advento da TV, o culto ao corpo perfeito e esguio, tomou conta da mente e dos desejos de mulheres e homens ao redor do mundo. 

 

Ser magra(o) como as atrizes e modelos, passou a ser uma obsessão perseguida a custa de dietas, remédios, laxantes e exercícios físicos em excesso. Tudo para manter a forma e ter o “padrão” imposto pela mídia e sociedade. 

 

É comum vermos muitas pessoas fazendo dietas malucas para conseguir o corpo “perfeito”.

 

O caso das amigas Nora Pimentel e Vitória Marteline, ilustra muito bem essa situação.

 

“Já fiquei mais de uma semana a base de sopa e água para tentar emagrecer”, comenta Vitória.

Em nome dessa ditadura da magreza, mulheres e homens adquirem distúrbios como a anorexia e a bulimia.

Muitos até se submetem a procedimentos bem mais invasivos, como as cirurgias de abdominoplastia, lipoaspiração e até a retirada de costelas para adquirir uma silhueta extraordinariamente magra.

O preconceito que as pessoas acima do peso sofrem, como conseguir um emprego, roupas do tamanho ideal e até mesmo em baladas, só os incentivam e dão a entender que a única forma de ser aceito é emagrecendo.

 

“Uma vez eu entrei numa loja de roupa pra perguntar o preço de uma blusa para presentear uma amiga. A vendedora me disse imediatamente que só tinha no tamanho M e eu entendi perfeitamente o recado dela junto com um olhar dos pés a cabeça”, conta Nora Pimentel.

 

Voltando às telinhas, as pessoas acima do peso quase sempre assumem um papel cômico. As formas de ridicularização e piadas sempre estão presentes de forma implícita ou explícita.

O humorista Leandro Hassum, que se submeteu a uma cirurgia de redução de estômago, foi alvo de duras criticas que alegavam que ele tinha perdido a graça, pelo fato de ter emagrecido.

Não dá para negar que o preconceito ainda existe. Porém, já houve uma mudança notória, como na comercialização de produtos plus size, concursos que exaltam a beleza das “gordinhas”, e até mesmo de pequenas partes da mídia que dão espaço para pessoas fora do “padrão” imposto.

 

Falta muito para quebrar esse tabu, mas com a conscientização de todos, a própria aceitação das pessoas, em breve será possível encontrarmos a mescla de todos os tipos de belezas estéticas.

A força que o meio tem sobre os hábitos e formas de encarar a vida

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