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Movimento em baladas LGBT cresce, mas preconceito ainda é presente nas noites paulistanas

Por: Adrielli Souza

Fotos: Reprodução

Não é de hoje que o movimento e o público gay vêm ganhando cada vez mais espaço em nossa sociedade. Por mais que em passos lentos, o Brasil caminha para que cada vez mais a diversidade sexual seja aceita em nosso dia a dia e que todos tenham o direito de igualdade.

 

Um exemplo recente foi a aprovação da lei que autoriza a união estável homoafetiva que passará de “união estável entre o homem e a mulher” para "união estável entre duas pessoas".

Quando o assunto é clubes e baladas voltadas para o público LGBT, são diversas as opções que encontramos em São Paulo, com programações durante toda semana, que atraem pessoas de todo canto da cidade e todas as idades. Mas será que existe respeito entre os diferentes grupos?

 

“Uma vez fui em uma balada LGBT e senti alguém passando a mão no meu corpo, pensei que era algum amigo que estava comigo, mas não era.

Não apenas dentro de baladas acontecem as discriminações. Karina, tem 20 anos, vai em baladas LGBT e afirma que nunca sofreu preconceito em festas. “Nunca sofri preconceito dentro da balada (exceto o “pré” conceito da estrutura LGBT de estereótipos), apenas por frequentar. As pessoas sempre questionam que em baladas LGBT todo mundo pega todo mundo, a famosa orgia, mas não vejo por esse lado, pra mim é a balada mais animada da noite”.

Era um cara que insistentemente pedia um beijo e mesmo falando que não queria recebi diversas ofensas e xingamentos por ser lésbica, até chegar ao ponto em que meus amigos tiveram que afastá-lo”, afirma Bárbara, de 18 anos que apesar do acontecimento gosta bastante do tipo de festa.

Por outro lado, as baladas e o movimento LGBT também atraem bastante o público heterosexual, que afirmam ser mais respeitados e livres para curtir a noite. Taynan, frequenta baladas LGBT a pouco mais de um ano e confessa gostar do clima. “Todas as vezes que fui em baladas do gênero, nunca fui desrespeitada, violentada ou algo do tipo. Por ser hétero, me sinto muito confortável, posso dançar, curtir com minhas amigas sem ser incomodada”. Ela também comenta sobre o preconceito que existe em relação. “Muitas pessoas têm preconceito com esse tipo de balada, mas aos poucos iremos quebrar essa barreira. Balada LGBT é o lugar onde mais existe respeito, lá todos podem ser quem realmente são, sem incomodar, todos somos livres!”

 

Chegará um dia que todos os grupos serão respeitados, sem se preocupar com sexualidade ou estereótipos, apenas livres para ser feliz.

Apesar da grande diversidade sexual em São Paulo, casos de violências são registrados dentro e fora das baladas

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